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Antônio Lopes de Sá 
Vice Presidente da Academia Nacional de Economia. Presidente da Associação Internacional de Contabilidade e Economia. Medalha de Ouro João Lyra máxima comenda outorgada a um Contador pelo Conselho Federal de Contabilidade. Autor de 176 livros e mais de 13.000 artigos publicados no Brasil e no Exterior.

Artigo - Federal - 2006/1205

Caminho da Prosperidade e Apoio Profissional
Antônio Lopes de Sá*

A interação que deve existir entre a empresa e o seu consultor, no campo da gestão dos negócios, exige pleno conhecimento de tudo o que ocorre, e, até do que possa vir a ocorrer diante de circunstâncias ou expectativas.

Pouco ou nada vale, todavia, a informação se não ensejar o entendimento sobre o que evidencia.

Por mais sofisticado que seja um meio de oferecer notícia sobre fatos ele será sempre insuficiente se não resultar em proveito prático.

Um balanço, qualquer demonstração contábil, torna-se inútil se não ensejar a compreensão sobre o que oferece como evidência.

Um empresário diante de tais peças é como um passageiro comum diante da cabine de um avião onde se acham dezenas de relógios e números.

Sobram informações para o comando da aeronave, mas, impossível é dirigir a mesma sem que se entenda o que significam os indicadores.

É importante o registro sobre os movimentos do capital, valorosa a demonstração, mas, jamais produzirá efeito administrativo se não explicada a significação e indicado o rumo a seguir.

Em Contabilidade é possível acompanhar tecnicamente a transformação da riqueza e evidenciar como esta se encontra em cada época, assim como realizar comparativos, mas, estes elementos são apenas meios que devem ser utilizados para que se consiga orientação sobre o que significam os valores e as contas.

Não basta a um dirigente saber apenas que são feitos registros para atender a preceitos legais e formar provas, necessário sendo estar orientado sobre o rumo que deve seguir.

Muito importa no dia a dia saber como conduzir uma empresa ou instituição para que a mesma possa, de forma eficaz, cumprir a finalidade a que se propôs.

Estudos realizados por institutos de pesquisas, associações e entidades públicas, revelam que a mortalidade empresarial é muito grande e que a causa principal é a incompetência ou falta de orientação.

O desconhecimento do empresário sobre os recursos que pode obter do seu contador e a omissão deste quando não alerta sobre isto ao seu cliente são os fatores que agravam tal cenário.

O trabalho contábil só se completa quando se associam informação e explicação.

A análise de cada balancete, de cada demonstração, feita tempestivamente, é um dever ético de quem assume a responsabilidade de orientação profissional.

De tal tarefa devem derivar-se modelos de comportamentos como sugestões para que o empresário possa conseguir resultados positivos.

Tal comportamento resulta em dupla valorização: do negócio e do profissional.

A ciência contábil, a serviço dos negócios, é na atualidade um importante fator de defesa da própria sociedade, ensejando a promoção racional da prosperidade das nações através das suas células de produção.

Tal realidade aumenta sua relevância se considerada a condição especial do ambiente político e econômico de cada momento.

Quando o regime é de cruel tratamento do Estado para com o empresário, como quando ocorrem tributos muito altos e juros extorsivos, aumenta a responsabilidade na elaboração de modelos de procedimentos administrativos derivados da Contabilidade.

Isso porque, diante dos males referidos, se dificulta a obtenção de capital de terceiros a título de empréstimos e elevam-se os custos em razão das cargas fiscais e burocráticas, tudo isto onerando preços e reduzindo as possibilidades de colocação de produtos e mercadorias.

Como deve ocorrer uma relação constante entre o aplicado na produção e as receitas pertinentes e estas e o lucro, sendo, ainda imprescindível dosar o capital próprio (dos associados) em relação àquele de terceiros (dividas), tais medidas dependem não só da estrutura interna, mas, também, da consideração do "ambiente econômico externo".

Há cerca de um século, sobre tais correlações, já tratava um célebre intelectual da Contabilidade, o professor Alberto Ceccherelli, da Universidade de Florença, dissertando sobre a qualidade do investimento e a da funcionalidade ou utilidade do mesmo.

Ou seja, advertiu que não basta ter capital, imprescindível sendo saber como utilizá-lo para que se possa obter o proveito necessário.

As medidas inerentes a tais relações devem ser estabelecidas sob a responsabilidade do Contador, este apoiado no conhecimento científico de sua especialidade.

O caminho da prosperidade, pois, pode ser encontrado através do apoio profissional competente, mas, dependerá sempre de um vigoroso conhecimento não só prático, mas, de boa qualidade teórica.

Como há uma correlação de acontecimentos a considerar o ideal é que a matéria seja subsidiada, também, por um administrador profissional e por um economista, pois, os conhecimentos, nesses particulares, se completam.

As empresas, na atualidade, para serem bem sucedidas precisam ser bem assessoradas.

Como as pequenas empresas, geralmente, não possuem recursos para manter um complexo de profissionais consultores, a solução pode ser encontrada com o apoio de entidades de classe ou derivado de uma empresa de serviços que possua uma infra-estrutura competente para uma segura e completa orientação (jurídica, fiscal, econômica, administrativa e contábil).

 
Antônio Lopes de Sá*

  Leia o curriculum do(a) autor(a): Antônio Lopes de Sá.



- Publicado em 20/02/2006



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