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Antônio Lopes de Sá 
Vice Presidente da Academia Nacional de Economia. Presidente da Associação Internacional de Contabilidade e Economia. Medalha de Ouro João Lyra máxima comenda outorgada a um Contador pelo Conselho Federal de Contabilidade. Autor de 176 livros e mais de 13.000 artigos publicados no Brasil e no Exterior.

Artigo - Federal - 2004/0881

Fraudes nas Empresas
Antônio Lopes de Sá*

As fraudes em geral são frutos de uma associação de fatores.

Atingem, hoje, uma expressiva quantidade de empresas e particulares, em decorrência de meios cada vez mais sofisticados de burla, mas, também, em razão de falhas nas administrações.

Não podemos negar que sempre existiram os falsários, corruptos e especuladores, pois, a História registra esse tipo de gente desde as civilizações mais remotas.

O apropriar-se do que é do alheio tem sido uma habitual forma de proceder e os males praticados atingiram, ao longo dos tempos, todas as classes sociais.

Não podemos dizer que seja um mal exclusivo da atualidade, mas, não é possível negar que se tem difundido com maior intensidade a partir da segunda metade do século XX.

Os defeitos econômicos que atingiram o mundo, a desorientação dos regimes políticos e sociais, a própria informática, respondem pelo aumento da fraude.

Portanto, mais que em outras épocas se faz necessário intensificar os sistemas de controles internos nas empresas e instituições, tão como aprimorar os procedimentos contábeis.

Embora não existam sistemas infalíveis contra os riscos defluentes de roubos e defraudações é possível, todavia, encontrar soluções de qualidade.

Quando há algum tempo atrás escrevi meu livro sobre "Fraudes em Contabilidade", realizei uma pesquisa no sentido de conhecer não só os efeitos de tal fenômeno, mas, principalmente, as causas e o que as tinha viabilizado.

A maioria dos casos sinalizou para uma falha dupla, ou seja, a do mau caráter de quem a pratica e a da inadvertência de quem ensejou que o delito fosse praticado.

O velho ditado "quando um não quer dois não brigam", pode gerar um parafraseado para o caso da fraude: "quando um não permite outro não se arrisca".

Uma das manhas mais usadas pelos mal intencionados é a de "testar o sistema de controle".

Ou seja, com uma tentativa pequena que ele se propõe a justificar como "erro", se descoberta (e erro é coisa involuntária, quase sempre), verifica se o caso não se evidencia, ou seja, se a sua trama passa desapercebida.

Não sendo detectada a falha, o fraudador amplia sua prática, certo de que não será notado em seu delito.

A vigilância, pois, tem que se estribar em regimes de duplos controles, ou seja, um dado sempre deve confirmar um outro e isto hoje se consegue com extrema facilidade nos regimes contábeis bem organizados e processados eletronicamente.

Há um recurso em Contabilidade que se chama "Controle Indiciário" e que se fundamenta em jogo de quocientes, estes extraídos de relações inevitáveis entre coisas que se sucedem.

Assim, por exemplo, uma certa quantidade de embalagens consumidas deve corresponder a um certo número de unidades vendidas ou estocadas.

Correlacionados os prazos cedidos para as vendas e o giro ou retorno do dinheiro das concessões de créditos, deve existir um limite correspondente.

Para tudo isso há todo um conjunto de modelos, de fórmulas, perfeitamente aplicáveis, com extrema facilidade e que evitam desvios.

A fraude, pois, é perfeitamente controlável, sem problemas, mas, requer uma participação técnica de um profissional que possa sempre realizar as verificações, não só em regime de auditoria interna, mas, também de planejamento contínuo, pois, quando as empresas crescem os controles se desajustam.

 
Antônio Lopes de Sá*

  Leia o curriculum do(a) autor(a): Antônio Lopes de Sá.



- Publicado em 10/12/2004



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