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Alisson de Queiroz Araújo 
Estudante, Universidade Estadual da Paraíba; Departamento de Contabilidade; Curso de Ciências Contábeis, Campina Grande.

Antônio Carlos F. Cavalcante Júnior 
Estudante, Universidade Estadual da Paraíba; Departamento de Contabilidade; Curso de Ciências Contábeis em Campina Grande

Ana Maria Paixão Duarte 
Mestre em Ciências da Sociedade; Especialista em Contabilidade de Custo para Gestão de Qualidade; Bacharel em Ciências Contábeis; Agente Fiscal da Fazenda Estadual e Professora da Universidade Estadual da Paraíba; Departamento de Contabilidade; Curso de Ciências Contábeis em Campina Grande.

Artigo - Federal - 2004/0622

A tendência da Contabilidade diante das novas especialidades social, ambiental e tecnológico
Alisson de Queiroz Araújo*
Antônio Carlos F. Cavalcante Júnior*
Ana Maria Paixão Duarte* (Orientadora)

A Contabilidade é uma ciência que cuida da geração das informações contidas no patrimônio das empresas. A globalização contribuiu para atenuar o nível de exigência da qualidade das informações fornecidas pela contabilidade em função do surgimento de novas especialidades potenciais, que decorrentes de mudanças estão agregadas ao mundo em transformação. Este trabalho tem como objetivo mostrar as novas tendências inseridas na profissão contábil neste novo milênio, em razão do aparecimento de novas especialidades referentes à contabilidade social, ambiental, tecnologia da informação, além de ressaltar a importância da abertura da contabilidade para estas diversidades de mudanças. A investigação das novas especialidades surgidas no campo contábil - social, ambiental e tecnológico - - se desenvolveu consubstanciada em dois critérios básicos, quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, a pesquisa foi descritiva, explicativa, e aplicada. Quanto aos meios, a pesquisa foi bibliográfica. Não nos parece fora de propósito afirmar que a influência da cultura empresarial em tomar decisões baseadas em informações geradas pela contabilidade ainda é questão para longas historias nas empresas. As mudanças que a contabilidade pode alcançar, para o crescimento e o desenvolvimento econômico das empresas, são progressivas e, para que estas mudanças aconteçam, se faz necessário que a análise das informações contábeis contidas nos demonstrativos contábeis alcancem as mudanças positivas, de tal sorte que evitem acontecimentos prejudicais às empresas, decorrentes de falta de informação que não eram exigidas pela sociedade e atualmente passam a ser assunto de destaque no contexto contábil. Conclui-se que num ambiente de intensas mudanças social, econômica e tecnológica, nenhuma empresa pode se manter estática diante das adversidades e conduzir o processo contábil, vivenciado até pouco tempo, como uma mera rotina operacional ou, o que é pior, apenas adesão a uma boa técnica com o fim de atender os interesses fiscais. É suicídio. Os cenários são outros, o mundo contábil, na verdade, já aderiu a as transformações requeridas pela movimentação circulatória de riquezas entre a célula social e a sociedade, inserido-se num sistema ambiental que requer atenção em consonância com a velocidade proposta pela tecnologia na era digital.

INTRODUÇÃO

Referencial Técnico

A maioria das empresas, para desempenhar suas atividades, utiliza recursos dos meios onde está inserida, sejam recursos naturais, como jazidas e a própria terra; recursos financeiros, como investimentos feitos pelos acionistas e financiamentos obtidos; recursos intelectuais, provenientes do conhecimento das pessoas que trabalham nessas empresas; recursos de infra-estrutura legal, como os incentivos fiscais e concessões para a exploração de determinados bens e serviços. A Contabilidade hoje se preocupa em demonstrar os valores gerados por estes recursos nas companhias, uma vez que eles refletem o retorno dos benefícios gerados para a sociedade.

Sendo assim, através da utilização desses recursos, a empresa é responsável pela geração de emprego, descoberta de novas tecnologias, produção de bens e serviços para consumo da sociedade, entre outros fins.

Em época de mercado competitivo e recessivo, de aumento da concorrência entre as empresas, cabe à contabilidade abordar a questão social, com o intuito de responsabilidade social; a questão referente à ecologia, sob uma visão sustentável; a questão da tecnologia da informação, sob a incumbência de viabilizar todas as informações aos seus usuários, empresas ou sociedade.

Problema

Qual a tendência da Contabilidade em razão do surgimento das novas especialidades potenciais no campo social, ambiental e da tecnologia de informação?

Hipótese

Os mecanismos de controle patrimonial surgiram da necessidade que o homem teve para medir suas riquezas. Instaura-se, assim, a era científica, de acordo com a divisão da contabilidade, onde os pensamentos não são mais empíricos, mas racionais e baseados em fatos experimentados e comprovados. Neste sentido, a contabilidade é uma ciência social que busca explicar e interpretar os fatos que modificam a riqueza da sociedade, utilizando os conhecimentos da própria ciência e com o auxílio de outras ciências. O profissional contábil, por sua vez, deve portar-se como médicos das organizações, detectando problemas e viabilizando soluções, procurando se inteirar de tudo o que acontece no mundo, obtendo conhecimento concernente à área e abrangendo também outras áreas com o propósito de alcançar a satisfação de seus usuários.

A falta de informações, gerada pela contabilidade, compromete o processo de tomada de decisão das células sociais e contribui para estimular os crescentes casos de fechamentos de empresas, decorrentes da falta de controle financeiro, econômico e patrimonial, que as deixam vulneráveis a imposições circunstanciais de um mercado global cada vez mais sofisticado e seletivo.

Objetivo Geral

O objetivo deste estudo não é comparar as diferentes realidades vividas pela contabilidade até então, mas mostrar as novas tendências inseridas na profissão contábil, neste novo milênio, em razão do aparecimento de novas especialidades, como as relativas à contabilidade social, ambiental, tecnologia da informação, além de ressaltar a importância da abertura da contabilidade para estas mudanças.

Objetivos Específicos

Historiar o surgimento da contabilidade;

Enfocar as razões para a tendência atual da contabilidade;

Contextualizar as novas especialidades inseridas no campo contábil.

Justificativa

Qualquer decisão a ser tomada pelos empreendedores necessita ser coerente com os anseios e exigências advindas de um ambiente econômico sem limites de fronteira.

Desta maneira, considera-se relevantes, na contabilidade, às mudanças de comportamentos, que rompem barreiras tradicionais e conservadoras que perduram por milênios, e dão largada rumo a um novo horizonte, envolvendo todas as relações que existem entre a riqueza de uma célula social e os seus entornos num mundo globalizado.

Hoje, a contabilidade passa a ter mais relevância no cenário econômico, deixando de ser apenas um instrumento importante no auxílio prestado no cálculo e na identificação dos valores que servem como base para recolhimento dos tributos, para análise e concessão de crédito ou pagamento de dividendos, ocupando um espaço bastante importante na sociedade em razão das dimensões econômicas, ambientais e tecnológicas que passaram a integrar o patrimônio daquelas empresas que se adaptaram às mudanças dos tempos atuais.

REFERENCIAL TEÓRICO

A Contabilidade Anterior

Durante algum tempo, o profissional da contabilidade era conhecido como "guarda-livros". Tinha como função primordial escriturar os livros mercantis das empresas comerciais. Para isso, era imprescindível uma boa caligrafia, conhecimento das línguas portuguesa e francesa, qualidades exigidas nas ofertas de emprego, e comprovadas nos anúncios dos classificados do Jornal do Comércio, a seguir descritas. Posteriormente, com o advento das máquinas, outra qualidade é o eficiente conhecimento das técnicas datilográficas. Vejamos:

Classificados do Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 13/10/1835.

Classificados do Jornal do Commercio, Rio de Janeiro 23/01/1850.

Daí em diante, a história da contabilidade acompanha a evolução da humanidade. Com as crescentes exigências do mercado econômico, surgiu a necessidade de fundar escolas de contabilidade no Brasil, para assim desenvolver técnicas que acompanhassem as mudanças que estavam sendo percebidas, com o propósito de formar profissionais da contabilidade que atendessem às expectativas comercias geradas na época.

Hoje, não se pode mais admitir que a contabilidade seja preparada para uso exclusivo dos mesmos usuários de quatro ou cinco décadas atrás.

A contabilidade teve ainda como aliada o desenvolvimento do mercado acionário e o fortalecimento da sociedade anônima como forma de sociedade comercial, passando a ser considerada também como um importante instrumento para a sociedade. Concebeu-se que os usuários das informações contábeis já não eram mais somente os proprietários; outros usuários também tinham interesses em saber sobre uma empresa: sindicatos, governo, fisco, investidores, credores.

A Contabilidade Atual

O conjunto de mudanças conhecido como globalização estende seus efeitos a vários segmentos da sociedade, principalmente àqueles que sofrem com mais intensidade as conseqüências dessas mudanças, como os profissionais dos negócios. A profissão contábil talvez seja uma das que mais sofrem influências do processo de globalização, pois aumentou a necessidade de profissionais que avaliem e registrem os aspectos econômicos e financeiros dos investimentos, e que sejam um aliado do sucesso de seu cliente: ajudando-o na redução de custos, no melhor perfil de endividamento, nos avanços tecnológicos, no encurtamento do ciclo de produção, no aumento da qualidade, rentabilidade, na fatia de mercado.

A contabilidade como ciência social absorve as diversas influências sociais, ambientais e tecnológicas, passando a oferecer informações com o objetivo de alcançar o interesse da sociedade, satisfazendo, assim, as exigências dos seus usuários e adaptando-se aos novos tempos. Como já é do nosso conhecimento, faz parte do seu contexto gerar informações em tempo real para o processo de controle, planejamento e tomada de decisão, bem como informações que atendam a um público indiscriminado e indeterminado, especialmente fornecedores, clientes, consumidores, governo.

O contador para o novo milênio é aquele que possui características dinâmicas, ou seja, domine a matéria técnica, atualizando-se constantemente; esteja aberto às diversidades e mudanças; tenha conhecimento sobre tecnologia da informação e microinformática; tenha formação multidisciplinar, além de possuir responsabilidade social e ecológica, agindo sempre com ética.

Sendo assim, faz-se necessário uma constante atualização nos moldes de proceder à contabilidade, ante os novos enfoques que estão sendo abordados. Atualmente, as perspectivas da contabilidade se voltam para as constantes mudanças ocorridas no âmbito social, ambiental e tecnológico.

A Contabilidade e a Perspectiva Social

Como uma das características da empresa é exatamente a interação com a sociedade, nada mais natural que ela se preocupe com fatores que afetam direta ou indiretamente a sociedade.

A contabilidade social é a ciência que estuda as influências positivas e negativas que a empresa exerce no meio em que está inserida.

As empresas já estão se conscientizando de que qualquer fator que prejudique a sociedade prejudica também as empresas, devido à ligação que existe entre a célula social e a sociedade, uma depende da outra. Pensando nisso, essas organizações estudam atitudes e planejam formas de investimentos e melhoria na área social, englobando questões como o meio ambiente e seus recursos naturais, ampliando a imagem da empresa perante a sociedade como uma instituição séria e comprometida.

O que antes se baseava na simples escrituração evoluiu e se encontra em um nível muito elevado, cuja preocupação é o relacionamento da empresa com a sociedade, relacionamento que pode ser medido pela Contabilidade Social, que apresenta este valor através da demonstração contábil Balanço Social.

De acordo com Carneiro (1994:46), "O Balanço Social surgiu para atender às necessidades de informação dos usuários da Contabilidade no campo social. É um instrumento de medida que permite verificar a situação da empresa também no campo social, registrar as realizações efetuadas neste campo e principalmente avaliar as relações ocorridas entre o resultado da empresa e a sociedade".

"O Balanço Social representa a demonstração dos gastos e das influências (favoráveis e desfavoráveis) recebidas e transmitidas pelas entidades na promoção humana, social e ecológica. Sendo que, os efeitos dessa interação dirigem-se aos gestores, aos empregados e a comunidade, no espaço temporal passado/presente/futuro, tornando-se parte integrante da Contabilidade Social, configurando-se numa demonstração para a sociedade e não da sociedade". (KROETZ, 1999:21-23).

Os empresários brasileiros ainda não atentaram para a importância da inserção de políticas de incentivo e motivação aos empregados, programas de treinamento, reciclagem e desenvolvimento de pessoal, políticas de benefícios sociais, atitudes de preservação do meio-ambiente. Com o advento da globalização, a competitividade se torna mais acirrada e faz com que as empresas adotem diferenciais competitivos a fim de tornar suas imagens mais sólidas e com credibilidade.

Nesse sentido, o balanço social é um instrumento de gestão e de informação que visa evidenciar, da forma mais transparente possível, informações econômicas e sociais do desempenho das entidades aos mais diferentes usuários. O grande desafio é pensar no Balanço Social como instrumento de gerenciamento da qualidade da relação que a empresa mantém com o público, peça chave para o seu sucesso e desenvolvimento.

A sociedade cada vez mais exige o fornecimento de informações úteis. Isso implica que a empresa tem que se sentir no dever de comunicar seus dados, de modo que a comunidade e os distintos núcleos, que se relacionem com a entidade, possam avaliá-la, compreendê-la e até mesmo criticá-la. A busca de uma estratégia social e a efetiva implantação de um instrumento de medida do sucesso dessa estratégia, através do Balanço Social, poderão criar, como um segundo produto, uma imagem positiva: uma reputação social para a empresa. Infelizmente existem empresários que publicam o Balanço Social, sem nada ter a demonstrar. Buscam apenas a imagem, imaginando representar uma vantagem competitiva.

O Balanço Social também é um precioso instrumento de auto - avaliação da empresa, visto que busca verificar o grau de adequação da estratégia da empresa aos novos paradigmas de comportamento empresarial na sociedade. Se o empresário não se adapta a nova ordem, pode desaparecer. Trata-se de levar em conta o social, não como um ato de bondade filantrópica, mas como uma estratégia de sobrevivência. Bons funcionários querem trabalhar em empresas que tenham responsabilidade em todos os aspectos.

Não se trata apenas de prestar contas à sociedade de hoje, temos que prestar contas para o futuro. Os empresários estão mudando, há lideres com propostas completamente diferentes, gerando empresas de grande sucesso. Este instrumento ajuda estes novos líderes a melhor gerenciar estas propostas, transformando-as em realidade.

Assim sendo, o Balanço Social tem por finalidade conferir maior transparência e visibilidade às informações que interessam não apenas aos acionistas das empresas, mas aos empregados, aos investidores, aos consumidores e a comunidade.

O conhecimento mais transparente de certos índices da empresa, como número de acidentes de trabalho, nível de escolaridade, grau de rotatividade de empregados, entre outros, pode ser muito útil, para que a empresa possa planejar melhor que decisão tomar, mas não para por aí. O conhecimento destes índices e sua divulgação para a sociedade ajudarão a construir e/ou preservar a imagem da empresa perante esta sociedade.

O balanço social refere-se tanto a clientes externos como também a clientes internos. Quanto aos funcionários, as informações que mais lhe dizem respeito são o volume despendido pelas entidades e salários, informações relativas ao nível de emprego e valor adicionado pelas entidades. No que diz respeito ao qualitativo, o balanço social contempla informações referentes à ecologia; treinamento e formação de trabalhadores; higiene e segurança no emprego; relações profissionais e contribuição para a comunidade.

Dentre outras questões, as informações também devem ter seu foco no governo através da carga tributária; taxas e tributos recolhidos. Através dessa estrutura, as empresas que utilizam o balanço social têm um diferencial competitivo em relação às demais, já que transparece suas atividades à comunidade e constrói uma imagem de uma empresa preocupada com o melhoramento contínuo das tarefas, alcançando a eficácia nos resultados, dividindo com os trabalhadores e a sociedade em geral os benefícios acrescentados.

Outro fator que se integrou há pouco tempo ao Balanço Social foi a Demonstração de Valor Adicionado (DVA), que é uma explanação que destaca os ganhos e a riqueza criada pela empresa através do processo de produção e sua distribuição para todos os que interagem com a empresa, isto é, a própria empresa, o corpo funcional, o governo e à comunidade em geral.

A análise da distribuição do valor adicionado identifica a contribuição da empresa para a sociedade e os setores por ela priorizados. Este tipo de informação serve para avaliar o desempenho da empresa no seu contexto local, sua participação no desenvolvimento regional e estimular, ou não, a continuidade de subsídios e incentivos governamentais. Percebe-se que o banco de dados necessário para a elaboração dessa demonstração já está disponível na Contabilidade, fazendo-se necessário apenas um estimulo para que seja utilizado.

No que tange aos elementos evidenciados pela Distribuição do Valor Agregado, temos pagamentos ao pessoal - gastos sociais, gastos por pensões e apoios sociais -, impostos, subvenções e incentivos, contribuições à comunidade, juros a credores, dividendos a acionistas, retenções feitas pela empresa (reservas etc.), renda empresarial.

A Contabilidade e a Perspectiva Ambiental

A contabilidade é responsável pela comunicação empresa/sociedade, devendo mostrar em seus demonstrativos contábeis as medidas adotadas e os resultados alcançados no processo de preservação ambiental. E, também, evidenciar os investimentos aplicados para minimizar agressões ao meio ambiente, mostrando nos relatórios seus ativos e passivos ambientais.

O primeiro passo para a sustentabilidade econômica é determinar exatamente o papel fundamental do meio ambiente enquanto fonte de capital natural, enquanto fonte da produção humana, uma vez que o desenvolvimento sustentável tem dimensões sociais, econômicas e ambientais. Também é importante que a Contabilidade não se restrinja à quantificação da produção de bens/serviços, pois se deve adotar um programa para o desenvolvimento de sistemas contábeis voltado à economia integrada.

Até pouco tempo, os modelos de desenvolvimento e de crescimento econômico existentes pouco se preocupavam em prever as conseqüências da degradação do meio ambiente. Porém, o novo modelo de desenvolvimento considera a questão ambiental como fator importante, onde se busca compatibilizar o crescimento econômico com a preservação ambiental. Daí, a contabilidade assume seu papel com muita propriedade, estando apta a demonstrar através de relatórios que pode haver equilíbrio entre a atividade econômica e o aproveitamento dos recursos naturais, através da mensuração dos valores relativos ao impacto ambiental e todo o seu desdobramento na vida das pessoas, empresas e sociedade.

No que se refere à conservação do meio ambiente, há fortes indícios de que a contabilidade deverá estar ainda mais envolvida com esse problema, posto que as empresas estão em vias de ser obrigadas a manter a sociedade informada acerca de sua relação com o meio ambiente e das providências adotadas com o objetivo de preservá-lo. Trata-se de uma postura baseada na consciência de que não se pode admitir progresso econômico ao preço da degradação ambiental. No mínimo, uma atitude de prudência por considerar que empresas poderão sofrer sérios problemas de liquidez.

O sistema econômico está cada vez mais relacionado com o meio ambiente, a contabilidade vista como um sistema de informação da situação e da evolução patrimonial, econômica e financeira da empresa deve incluir em seus relatórios todos os dados relacionados com o meio ambiente, facilitando o acesso das informações aos usuários, auxiliando-os no processo de tomada de decisão ou simples julgamento pela sociedade.

Todas as empresas, qualquer que seja a sua atividade e tamanho, devem incorporar na medida do possível, a proteção ambiental em sua estratégia global, resultando em importante vantagem competitiva.

Tendo isso em vista, muitas organizações apóiam-se nas normas de procedimentos de auditoria (NPA 11-Balanço e Ecologia), estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Contadores (IBRACON), as quais apresentam um roteiro a ser observado pelos contadores nos casos de implicações com o meio ambiente. A referida NPA 11 estabelece que "são componentes dos Ativos Ambientais os imobilizados referentes aos equipamentos adquiridos visando à eliminação ou redução de agentes poluidores com vida útil de um ano; os gastos com pesquisas e desenvolvimento de tecnologias a médio e longo prazo; os estoques relacionados com o processo de eliminação dos níveis de poluição; creches, empregos gerados, áreas verdes. O Passivo Ambiental conceitua agressão como tudo que se pratica ou praticou contra o Meio Ambiente; o valor dos investimentos para reabilitá-lo; as multas; indenização; gastos com projetos e licenças ambientais; restrições a empréstimos".

Atualmente, é cada vez mais importante que as empresas, através da contabilidade ambiental, faça o levantamento de sua potencialidade poluidora, para que possam estar em sintonia com os novos anseios ambientais. Conseqüentemente, tem-se a obtenção de maior sucesso mercadológico, conquistando assim o almejado desenvolvimento sustentável e garantindo, desta maneira, o direito de todos a um ambiente equilibrado e sadio.

A maioria dos estudos empreendidos nessa área sugerem que, nos próximos anos, a contabilidade deverá assumir com maior intensidade o papel de mensurar os custos sociais decorrentes dos danos que as empresas causem ao meio ambiente. Informações dessa natureza poderão ser demandadas, inclusive, por órgão de controle ambiental no sentido de quantificar multas ou de determinar o volume de investimentos que elas deverão efetuar para corrigir seus procedimentos.

A Contabilidade e as Novas Tecnologias da Informação

Durante muito tempo a Contabilidade tornou-se estagnada devido à carência de troca de informações, o que está mudando através do estabelecimento da tecnologia da informação aplicada à Contabilidade, facilitando a troca de comunicações e modernizando todo o sistema.

Com o uso da Internet é possível monitorar escritórios virtuais, que poderão trocar informações e dados com "empresas inteligentes", auxiliando na montagem do Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Balancete de Verificação, entre outros relatórios contábeis, facilitando e agilizando toda a Contabilidade, tida como monótona, atrasada e difícil.

Depois da revolução industrial, o homem vive a revolução do conhecimento e da informação. A integração dos computadores, da internet e das telecomunicações no cotidiano marca uma nova era da informação. Num mundo globalizado, as inovações tecnológicas são constantes, provocando o avanço no desenvolvimento das atividades organizacionais. "A tecnologia deixa de ter um papel meramente operacional e passa a ser um recurso estratégico no negócio. Nesse sentido, os desafios para a contabilidade são consideráveis, desde a necessidade de incorporação das novas tecnologias até a compreensão dos seus efeitos sobre a evolução do patrimônio. Uma aliança estratégica entre a contabilidade e as novas tecnologias de informação proporcionarão as organizações condições mais seguras para tomarem decisões estratégicas proativamente".(PAIVA, 2002:75).

A utilidade do microcomputador é de suma importância, pois possibilita que a empresa tome decisões ágeis e prossiga com um bom planejamento para o futuro. O contador precisa estar consciente das inovações tecnológicas, incorporando-as nos procedimentos contábeis básicos e também em situações que exigem uma análise contábil mais apurada e complexa.

Muitos são os benefícios trazidos pela tecnologia da informação, possibilitando ao contador alcançar informações confiáveis, em curto espaço de tempo, mudanças positivas, e com isto evitar tomadas de decisões prejudiciais ao desenvolvimento organizacional. Posto que as empresas não se restringem mais ao seu ambiente físico, a tecnologia avançou de tal sorte que no meio empresarial não existe mais limite de fronteiras para a comunicação e, conseqüentemente, a troca de informação.

O desenvolvimento da Contabilidade tem que começar a partir de investimentos em tecnologias que reduzam os custos e proporcione a geração de empregos nas empresas, colocando em alta fatores como a qualidade e a produtividade.

Todavia, apenas a implantação da tecnologia da informação, sem alterações estruturais e reorganização no sistema de trabalho para a melhoria dos processos ocasionará resultados pouco promissores. Se o papel da tecnologia da informação for apenas automatizar um processo existente, sem mudar a maneira pela qual o trabalho é feito e a cultura arraigada nos moldes de gerencia tradicional, as vantagens econômicas são mínimas.

O uso da tecnologia da informação vem causando um certo impacto na metodologia contábil, exigindo uma reflexão sobre a estrutura contábil mais adequada para lidar com os novos fenômenos do mundo econômico e tecnológico.

As funções tradicionais de contabilidade como a escrituração, elaboração, divulgação, análise e controle dos dados contábeis foram afetados profundamente em suas metodologias. Os procedimentos atuais, utilizados na contabilidade para alcançar seus objetivos, são realizados de maneira bastante diferentes de algumas décadas atrás. Isso ocorre por causa da introdução da tecnologia da informação.

Muitos avanços tidos como impensáveis anos atrás, hoje é realidade. Videoconferências, internet e comunicação virtual, além de novas palavras são formas de gestão que devem ser levadas em conta quando se trata de modernização.

Não obstante, existirem inúmeros softwares integrados na área contábil, principalmente envolvendo operações básicas. Levando isso em consideração, é necessário uma maior ousadia do contador em conhecer, desenvolver e utilizar os recursos tecnológicos mais atuais, inclusive softwares especiais e inteligentes para a área contábil.

METODOLOGIA

Baseado na historia do surgimento da contabilidade, traçamos anteriormente alguns enfoques relativo às tendências atuais da contabilidade e contextualizamos as novas especialidades inseridas no campo contábil.

A investigação das novas especialidades surgidas no campo contábil - social, ambiental e tecnológico - foi viabilizada a partir de estudos sistematizados, subsidiados por material publicado em livros, revistas, redes eletrônicas - material acessível ao público em geral - a fim de que fossem apresentadas as políticas de recursos humanos, ecológicos e tecnológicos inseridos nas organizações, informações que a contabilidade deve evidenciar através dos seus relatórios.

Dessa forma, conforme detalhamos no referencial teórico, a nossa pesquisa se desenvolveu consubstanciada em dois critérios básicos, quanto aos fins e quanto aos meios.

Quanto aos fins, a pesquisa foi descritiva, explicativa e aplicada. Descritiva porque descreve percepções claras sobre a evolução da contabilidade no campo da ciência. Explicativa porque visa esclarecer quais os fatores que contribuem diretamente no contexto mercantil, fazendo com que a contabilidade passe a preocupar por meio do seu objetivo em expandir a informação empresarial com sua plenitude. Aplicada porque propõe aos profissionais e usuários da contabilidade uma finalidade prática para as informações geradas pela entidade, quando na aplicação da contabilidade. Informações que devem ser amplas, fidedignas, considerando o contexto não só econômico, como também social, ambiental e tecnológico, e permitir a realização de inferências mais confiáveis sobre o futuro do patrimônio destas empresas, no momento de aplicação dos procedimentos contábeis.

Quanto aos meios, a pesquisa foi Bibliográfica, porque, para fundamentação teórico-metodológica desse trabalho, foi realizada investigação sobre a evolução da contabilidade, levando em consideração o crescimento comercial mundial. Nesse contexto, observamos que a Contabilidade precisa demonstrar contabilmente as medidas adotadas e os resultados alcançados pelas empresas no processo de preservação do meio ambiente e fomentar a escrituração contábil através da criação de programas que têm como base à tecnologia da informação. Dessa forma, o mercado de trabalho se torna promissor para o profissional da contabilidade, visto a troca de informação em tempo real, fator que causou estagnação da ciência por um determinado tempo, fazendo com que a contabilidade não produzisse o seu real efeito.

RESULTADO

De acordo com os objetivos estabelecidos para este estudo, foram enfatizadas as características atuais dos ambientes de negócios, mostrando as transformações que as organizações vem sofrendo, decorrentes do mercado globalizado, exigindo que a Contabilidade siga a risca as intenções pretendidas por estes gestores.

Não nos parece fora de propósito afirmar que a influência da cultura empresarial em tomar decisões baseadas em informação geradas pela contabilidade ainda é questão para longas historias nas empresas. As mudanças que a contabilidade pode alcançar, para o crescimento e o desenvolvimento econômico das empresas, são progressivas e, para que estas mudanças aconteçam, se faz necessário que a análise das informações contábeis contidas nos demonstrativos contábeis alcancem as mudanças positivas, de tal sorte que evitem acontecimentos prejudicais às empresas, decorrentes de falta de informação.

Observamos também que um dos fatores que contribuíram para o crescimento da contabilidade se deu por conta da transformação no capitalismo e conseqüentes conflitos mundiais sofridos pelas sociedades ao longo dos tempos. Infelizmente os efeitos posteriores provocados pela falta de informação são verdadeiro caos. A contabilidade é a ciência que faz a diferença na informação prestada, busca detectar as causas dos principais problemas e auxilia encontrar soluções no processo de tomada de decisão empresariais. Atualizar as informações contábeis do passado e do presente no campo social, ambiental e tecnológico é uma atitude que faz a diferença nos tempos atuais, posto que o ambiente no qual estão inseridas é contínuo e crescente, fazendo com que as informações pertinentes a cada área assumam posição de transparência para a sociedade.

As informações que não eram exigidas pela sociedade, atualmente passam a ser assunto de destaque no contexto contábil, e visam divulgar a postura da empresa não só no seu aspecto econômico, mas também em linha de conduta social, evidenciando, dessa forma, o perfil da força de trabalho, remunerações e benefícios concedidos, gastos com treinamento pessoal, gasto com preservação de bens culturais. No que se refere ao meio ambiente, a exigência de sistemas de gerenciamento ambiental provoca ônus para as empresas, conseqüentemente, a contabilidade já aderiu, nada mais lógico, a divulgação deste ônus através dos seus relatórios; isto atrelado a um mecanismo de levar a informação em tempo real consubstanciado em tecnologia.

Os estudos realizados permitiram concluir que as empresas assumiram um grau de responsabilidade em prestar contas a sociedade do direito de conviver e usufruir os benéficos do ambiente em que atua. O fato é que as empresas, a partir da visão mundial com a qual têm convivido, e dela não pode fugir, estão se modelando no sentido de aperfeiçoar suas informação e com elas poder fazer a sua comunicação.

O método escolhido para o desenvolvimento do trabalho apresentou algumas dificuldades no tocante a literatura, uma vez que tanto a contabilidade é uma ciência relativamente nova, passando por um bom período e estagnação, quanto o assunto em destaque é conseqüência de um ambiente de mercado recentíssimo provocado pelo fenômeno da globalização.

CONCLUSÃO

Desde os primórdios da humanidade, o homem já utilizava inconscientemente a Contabilidade. Ao longo do tempo, à medida que as sociedades foram se desenvolvendo, essa ciência também foi se aperfeiçoando e abrangendo outras áreas antes tidas como sem importância em seu campo de atuação. Como foi visto, a função de Contador era de "guarda livros", sem necessitar outros conhecimentos, além de ser um trabalho totalmente manual e rudimentar.

Concluímos nossos estudos com a certeza de que numa era de constantes transformações, o aperfeiçoamento deve ser contínuo. Como vimos, a contabilidade tem uma série de tendências e perspectivas que irão permitir cada vez mais o aperfeiçoamento das informações.

A contabilidade não se limita mais apenas ao acompanhamento financeiro. A preocupação com a imagem da empresa perante a sociedade passou a ser um fator de vantagem competitiva. Hoje o que se percebe é a preocupação com o aspecto social, pois as organizações estão atentando para o fato de que empresas e sociedade estão em constante interação e qualquer acréscimo que venha a beneficiar qualquer uma das partes é sempre bem vindo. Sendo assim, as empresas preocupadas em dar uma contribuição relevante para o social - inseridas no meio ambiente em movimento passivo de constantes inovações tecnológicas, chamada "era digital" - dá à Contabilidade uma nova roupagem, mais moderna, eficiente e dinâmica.

Com relação ao ambiente, este tem sido uma preocupação universal, cabendo à Contabilidade mensurar e divulgar todo o avanço em preservação e investimentos na natureza, pois isso ajuda na formação de uma imagem de empresa comprometida e trabalha para evitar danos que, segundo especialistas, serão os estopins para possíveis futuras guerras, já que a água, a fauna, a flora e a camada de ozônio precisam ser preservados para não provocar perdas, pondo em risco bens naturais que são patrimônio da humanidade.

Já no aspecto social, as empresas não podem se considerar parte separada de uma sociedade. As empresas recebem influências e influenciam a sociedade na qual estão inseridas. Já disse o Prof. Lopes de Sá "quando a soma de eficácia de todos os patrimônios implicar na soma da eficácia de todas as células sociais, em regime de harmônica interação, isto implicará, logicamente, na eficácia social, o que equivalerá à anulação das necessidades materiais da humanidade". Daí pode contextualizar que, quando uma empresa vai bem nos seus negócios, por extensão tanto as partes interessadas interna e externamente se beneficiam do êxito e progresso deste patrimônio.

Diante do novo prisma empresarial economicamente mundial, as células sociais estão adquirindo a consciência da responsabilidade social do patrimônio. As empresas estão compreendendo que o propósito de aumentar o patrimônio sem se inteirar com as responsabilidades advindas do meio em que está inserida está fadada a desaparecer do mercado, criando problemas sociais ainda maiores. A maioria quando contribuem com a comunidade faz disto um marketing para atrair o cliente, conseqüentemente, vende mais e aumenta a sua lucratividade.

Em fim, a contabilidade atenta a estas mudanças, não só divulga as informações no âmbito da economicidade, como também no contexto social. As empresas, espontaneamente, se preocupam em divulgar as informações no tocante ao investimento no meio ambiente. Já a tecnologia da informação veio dar uma maior agilidade e organização a todos os processos contábeis. Através de softwares especialmente criados para esse fim, o profissional contábil pode armazenar inúmeras informações de várias empresas de uma forma rápida, segura e organizada. Com ao advento da Internet, a transmissão dessa informação passou a ser instantânea, agilizando assim os procedimentos e permitindo uma atualização constante de conhecimentos. Os avanços tecnológicos por si só não são capazes de gerar mudanças, para isso, é preciso o trabalho humano para desenvolver todo o seu potencial para trazer alguma contribuição específica.

As empresas, assim como os contadores, devem ter seu foco voltado para o processamento eletrônico de dados para acelerar o desempenho das tarefas e ter um resultado mais preciso, sempre abertas as novas tendências com o propósito de alcançar o caminho de qualidade de vida para as empresas e sociedade, bem como o seu resultado final: o lucro.

Avaliando todos esses aspectos, pode-se perceber que a Contabilidade, hoje, age de forma preventiva e utiliza o que há de mais moderno para fazer o que é de praxe, isto é, o clássico, que é a mensuração e avaliação do patrimônio das empresas. Nas empresas, a tecnologia da informação vem para agilizar e organizar todos os processos e a Contabilidade Ambiental demonstrar a preocupação cada vez maior com aspectos ecológicos. Não podemos esquecer, portanto, que por trás de tudo isso está a máquina humana, e que, sem o conhecimento contínuo, qualquer avanço seja tecnológico, social ou ambiental será em vão, pois tanto hoje como no futuro o lema é transformar a frieza dos números em responsabilidade social.

A partir do que foi exposto, acreditamos que o trabalho em Contabilidade se torna mais produtivo quando se analisa as tendências e as informações atuais, e, através do constante aperfeiçoamento, realiza um trabalho ético, responsável, que traga alguma contribuição para uma sociedade cada vez mais exigente. O lucro das empresas é norteado em cada pais pelos rumos que a economia segue, levando em consideração o reflexo da economia mundial.

BIBLIOGRAFIA

CARNEIRO, Guido Antônio da Silva. Balanço Social: Histórico, Evolução e Análise de Algumas Experiências Selecionadas. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 1994.

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VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas, 1997.

 
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- Publicado em 06/01/2004



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