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Antônio Lopes de Sá 
Vice Presidente da Academia Nacional de Economia. Presidente da Associação Internacional de Contabilidade e Economia. Medalha de Ouro João Lyra máxima comenda outorgada a um Contador pelo Conselho Federal de Contabilidade. Autor de 176 livros e mais de 13.000 artigos publicados no Brasil e no Exterior.

Artigo - Federal - 2006/1327

Nova Teoria e Prosperidade das Empresas
Antônio Lopes de Sá*

Elaborado em 06/2006

O progresso do conhecimento refletiu-se na conquista de maiores recursos em relação às utilidades e fez com que o mundo de nossos dias muito se alterasse em relação ao de poucas décadas precedentes.

A aplicação da ciência a partir de doutrinas operou surpreendentes modificações.

O que não faz muito tempo era apenas teórico hoje consegue ter uso corriqueiro nos lares, empresas e instituições.

Também no campo da Contabilidade nova doutrina inicia sua marcha de conquistas, desenvolvendo a produção de modelos de comportamentos do capital, comprometida com a prosperidade.

Refiro-me a "Teoria dos Campos de Fenômenos Patrimoniais", esta que permite a partir da fixação de paradigmas apresentar relações ideais entre fatos ocorridos com a riqueza dos empreendimentos.

Perquirindo sobre as proporções definidas nos movimentos do capital, a referida indagação sugere as situações sob as quais a eficácia permanente pode ocorrer.

Ou ainda, abre portas para que os fatos sejam disciplinados antes que se realizem, evitando erros nas áreas dos investimentos e dos financiamentos.

Grande parte das empresas de menor dimensão não tem conseguido, de há muito, sobreviver mais que dois anos, em razão da falta de observação da proporcionalidade entre os valores que formam seus patrimônios.

Situações anômalas de definhamento, desorganização e falência em profusão atingem o patrimônio quando em movimentação irregular.

Capital Social insuficiente, excesso de estoques, insuficiência de maquinaria, exagero na cessão de créditos a terceiros, dívidas elevadas, despesas maiores que os limites toleráveis, receitas insuficientes, falta de proteção contra os riscos, desperdício, são alguns dos fatores que levam ao encerramento prematuro das atividades.

Avanços teóricos, todavia, estão agora a sugerir modelos que ensejam a conquista da "continuidade" dos empreendimentos, a partir da previsão das "relações lógicas patrimoniais" em bases proporcionais adequadas e que seguidas podem evitar erros.

Tudo vem-se derivando de uma grande doutrina científica que hoje é desenvolvida pela corrente de estudos denominada "Neopatrimonialismo Contábil".

Visa tal facção intelectual a disciplinar o conhecimento já conquistado anteriormente por luminares, adaptando-o aos moldes da Lógica das Ciências, ampliando a ótica de exame, adotando, para isso, como base, os métodos sistemático e holístico (sem desprezar totalmente a outros, posto que modernamente desaconselhável é aferrar-se a duras linhas metodológicas).

A partir da década de 80 do século passado, reunindo elementos buscados nas mais famosas obras clássicas, consegui elaborar uma Teoria Geral do Conhecimento em Contabilidade como fundamento (e a fiz editar em nosso País e no exterior).

A longa pesquisa, cujas raízes estão descritas em minha obra recém lançada "A evolução da Contabilidade" (Editora Thomson-IOB) permitiu-me produzir, a partir de tal base, outras teorias derivadas.

Em defluência de tais esforços chego agora à aludida "Teoria dos Campos", com o objetivo de selecionar espaços de fenômenos, seguindo por analogia ao que se processou nos domínios da Física.

Como ponto de partida, considerando que o fenômeno precede a medida do mesmo, as primeiras construções de modelos as realizei a partir de suas naturezas "qualitativas" ou de "essência dos acontecimentos".

Ou seja, tomei como fundamento proporções em razão destas serem "identidades de razões", e, estas, relações de acontecimentos em interação.

Isso significou, por exemplo, que ao considerar um investimento a ser feito se obedecesse a medidas dentro de um conjunto de fatos correlacionados.

No caso dos resultados, por exemplo, os elementos reconhecidos no "campo de fenômenos" foram os Lucros líquidos, as Vendas e as Aplicações na produção, sob uma ótica sistemática (de necessidades, meios e finalidades).

A harmonia entre tais componentes eu as aceitei como fundamento, admitindo (como já parcialmente o fizera o grande intelectual italiano Francesco Villa, no século XIX), que as vendas devem ensejar lucro líquido, assim como o aplicado na produção deve gerar vendas, tudo em regime de proporcionalidade.

No caso, a aplicação na produção, como movimento patrimonial originário, envolve não só elementos circulantes ou de giro financeiro, mas, também, os de maior prazo de duração como máquinas, equipamentos, veículos etc.

Não são poucas as empresas que empregam capitais observando só os aspectos técnicos de engenharia, sem medir as possibilidades patrimoniais, sem observar o que tal esforço representa em seu conjunto.

O que deve ser observado (aspecto essencial) e o quanto deve ser movimentado (aspecto formal), ambos são relevantes.

A expressão quantitativa dos modelos contábeis ou medida dos mesmos pelo valor monetário, é questão que depende de cada empresa, diante de cada circunstância, em cada espaço ou lugar e em cada tempo ou ocasião.

É possível, todavia, considerados os fatores matemáticos de limites e probabilidades, estabelecer coeficientes proporcionais, mas, a realidade deles dependerá sempre do exame de muitas variáveis.

Quanto ao fator Lucro Líquido, por exemplo, como extremo de um curso, não é apenas o "retorno de capital" o relevante, como muito se propagou, mas, especialmente, deve gerar observação de várias funções outras a serem exercidas pela riqueza.

A doutrina do Neopatrimonialismo enuncia que existem oito necessidades e que todas precisam ser satisfeitas (liquidez, resultabilidade, estabilidade, economicidade, produtividade, invulnerabilidade, elasticidade, socialidade).

As referidas devem gerar funções da riqueza que sejam competentes, tudo a um só tempo, sendo as mesmas autônomas, vivendo em regime de interação.

Uma empresa pode ter liquidez e não ter produtividade; pode ter produtividade e não ter liquidez; pode ter lucratividade (resultabilidade) e não ter produtividade; ter produtividade e não ter estabilidade etc.

Em razão de tais aspectos denunciados pelo Neopatrimonialismo Contábil, muitos modelos a Teoria dos Campos já construiu e em todos, no que tange as quantificações, observados foram os aspectos sistemáticos e holísticos, seguindo ao método eleito como prioritário.

As pesquisas continuam, mas, sem dúvida, matérias relevantes já introduziram algo de realmente avançado no campo científico da Contabilidade.

 
Antônio Lopes de Sá*

  Leia o curriculum do(a) autor(a): Antônio Lopes de Sá.



- Publicado em 06/10/2006



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