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Pedro T. Shime 
Mestre em Ciências Contábeis Auditor, Perito e Professor da UEL

Artigo - Federal - 2005/1044

Quanto Custa a Falta de Controle Interno para a Empresa?
Pedro T. Shime*

Esse artigo é destinado ao pequeno e médio empresário, ou seja, a um público não técnico da área contábil, razão pela qual deixamos de lado o formato técnico-científico habitual e utilizamos uma linguagem mais simples, inclusive, no que se refere a conceitos. As estatísticas aqui citadas são de outros autores, que, por questão de economia de espaço, deixamos de citar as fontes.

A questão na verdade é quanto ou o que custa para a empresa, a falta ou a deficiência de controle interno?

Entende-se como controle interno o plano e todos os métodos e medidas adotados de forma coordenada, com o objetivo de proteger o patrimônio e promover a eficiência operacional da empresa; assim, o boletim de caixa é controle interno, por exemplo. O sistema de controle interno tem intima ligação com a contabilidade que é um sistema coordenado e integrado de controle e de informação.

É notório que pequenas e médias empresas, normalmente, não possuem sistema de controle interno e nem de contabilidade.

A falta de contabilidade ou uma contabilidade deficiente, além de outros prejuízos:

a) - faz com que o empresário administre a empresa "as cegas", ou baseado exclusivamente no seu "feeling". É como dirigir um carro sem saber ler ou usar todos os seus instrumentos, o que faz com que, mais cedo ou mais tarde, o acidente seja inevitável. A proporção do desastre vai depender da sorte do motorista. Além disso, a falta de contabilidade pode não habilitar a empresa a obter empréstimos junto a bancos, crédito junto a fornecedores, por exemplo;

b) - em caso de falência da empresa, o empresário pode ter sérios aborrecimentos;

c) - pode ter problemas com o fisco.Em relação a esse ponto, há uma pesquisa que mostra que no ano de 1999, o custo burocrático para pagar imposto (preenchimento de guias, de declarações, etc) custou para as empresas R$ 7,2 bilhões.

A falta de controle interno ou um controle interno deficiente pode estimular desfalques ou dificultar a sua constatação.

Para ilustrar a gravidade dos prejuízos causados por desfalques, citamos algumas estatísticas:

a) 5 a 10% do dinheiro destinado às compras das empresas são desviados;

b) perda com furto do varejo está estimado em 2% do seu faturamento, o que é maior do que o lucro do segmento;

c) em 1996, pesquisa aponta que as perdas das empresas americanas correspondia a 6% do PIB.

d) as fraudes nas empresas rendem mais que o tráfico de drogas.

Outra pesquisa comprova que as fraudes são dos mais variados tipos, desde apropriação indébita, furto e pirataria e até mesmo o perfil do fraudador já está traçado. Também já está catalogado pelo menos 150 tipos de roubos em mais de 100 tipos de funções, o que fica demonstrado que o exercício da fraude é democrático, é praticado por aquele que exerce a função mais humilde na empresa até o sócio.

Um bom sistema de controle interno acusa de forma mais rápida a necessidade da adoção de medidas preventivas ou corretivas, que visam a minimização de perdas decorrentes de ineficiências ou de desvios e a maximização do lucro.

É possível através da utilização de um computador e de um programa simples de contabilidade, implantar a própria contabilidade, o que evita as conseqüências já citadas, e ao mesmo tempo utilizá-la como um sistema de controle interno, o que além de minimizar os riscos de fraudes, serve como um instrumento para auxiliar na tomada de decisões pelo empresário e ainda auxilia no trabalho de marketing, porque, pode informar por cliente, quando ele fez ou faz compra, o que comprou ou o que costuma comprar, qual é o seu gosto, como e se paga em dia, etc.

 
Pedro T. Shime*

  Leia o curriculum do(a) autor(a): Pedro T. Shime.



- Publicado em 23/06/2005



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